Mercado financeiro aguarda IPCA de junho nesta semana sob o impacto da prévia da inflação e pressão de alimentos básicos

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IBGE divulga o IPCA de junho nesta semana. Veja o impacto da prévia da inflação (IPCA-15), a alta dos alimentos e o que espera o mercado financeiro.

As atenções dos agentes econômicos e do empresariado nacional estão totalmente voltadas para a agenda do IBGE desta semana. O instituto divulga, nesta sexta-feira, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) consolidado referente ao mês de junho. A divulgação oficial é cercada de expectativas, uma vez que o indicador serve de bússola para a política de juros do Banco Central e dita o ritmo do poder de compra real no comércio e no setor de serviços.

O clima de antecipação ganhou contornos mais claros após o resultado recente do IPCA-15, considerado a prévia oficial da inflação, que fechou o mês com alta de 0,41%. Embora o número tenha representado uma desaceleração bem-vinda em comparação aos 0,62% registrados em maio — vindo inclusive ligeiramente abaixo da mediana projetada pelo mercado —, o acumulado de 12 meses acendeu um sinal de alerta ao atingir a marca de 4,80%, superando os 4,64% do período anterior.

O que mais mobiliza a análise de analistas e empreendedores é o comportamento interno dos grupos que compõem o índice. A prévia mostrou que cerca de dois terços de toda a pressão inflacionária de junho foi concentrada em apenas duas frentes essenciais para o orçamento das famílias: Alimentação e Bebidas (alta de 0,74%) e Habitação (alta de 0,72%). Vilões do cotidiano, como a batata-inglesa, que disparou 29,42%, e o tomate, com alta de 17,27%, além do reajuste da energia elétrica residencial (2,04%), continuam sendo os principais responsáveis por manter o sentimento de orçamento apertado na ponta final do consumo, pesando diretamente nas decisões e estratégias de negócios para o próximo semestre.

O que puxou para cima e o que puxou para baixo?

Quase 66% do resultado do mês foi empurrado por apenas dois grupos: Alimentação e Bebidas (alta de 0,74%) e Habitação (alta de 0,72%).

Maiores Vilões (Alta)Maiores Alívios (Queda)
Batata-inglesa: +29,42% Etanol: -5,30%
Tomate: +17,27% Gasolina: -0,73%
Feijão-carioca: +14,29% Seguro de veículo: -3,40%
Passagem aérea: +7,24% Café moído: -3,69%
Energia elétrica: +2,04% (maior impacto individual: 0,08 p.p.) Frutas: -0,96%

Fonte; IBGE

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