Abertura do mercado: tensão entre EUA e Irã devolve volatilidade aos mercados globais

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Declarações de Donald Trump sobre o fim do cessar-fogo reacendem temor de escalada no Oriente Médio, impulsionam o petróleo e aumentam a cautela dos investidores.

Abertura do mercado: tensão entre EUA e Irã devolve volatilidade aos mercados globais

A quarta-feira começa sob forte aversão ao risco nos mercados internacionais. A declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o cessar-fogo com o Irã “acabou” elevou novamente as preocupações com a estabilidade no Oriente Médio e trouxe de volta o receio de interrupções no abastecimento mundial de petróleo.

O movimento ocorre depois de novos bombardeios americanos contra alvos iranianos e da resposta de Teerã com ataques a bases militares dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. O risco de agravamento do conflito recoloca pressão sobre uma das principais rotas energéticas do planeta: o Estreito de Ormuz, responsável pelo escoamento de aproximadamente um quarto do petróleo comercializado no mercado internacional.

Como consequência, o petróleo voltou a subir com força, enquanto bolsas da Europa e os futuros de Wall Street passaram a operar em queda. O movimento também fortalece a busca por ativos considerados mais seguros e reacende as preocupações com uma inflação global mais resistente, especialmente em países dependentes da importação de energia.

No Brasil, além da influência do cenário externo, os investidores acompanham indicadores domésticos importantes, como o IPC-S da Fundação Getulio Vargas, os dados de vendas do varejo divulgados pelo IBGE e o fluxo cambial. No cenário internacional, a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve deverá oferecer novas pistas sobre o ritmo dos juros americanos nos próximos meses.

O ambiente permanece marcado por elevada volatilidade. Enquanto o mercado tenta avaliar os impactos econômicos de uma possível intensificação do conflito no Oriente Médio, qualquer nova declaração dos governos envolvidos poderá alterar rapidamente o comportamento das bolsas, das moedas e das commodities.

Radar do Investidor

IndicadorSituação
Futuros S&P 500-0,96%
Futuros Nasdaq-1,34%
Futuros Dow Jones-1,23%
EWZ (Brasil em NY)-1,36%

Agenda Econômica

HorárioEvento
8h00IPC-S (FGV/Ibre)
9h00Vendas no varejo (IBGE)
14h30Fluxo cambial
15h00Ata da reunião do FOMC (EUA)
22h30Índice de Preços ao Consumidor (China)

Mercados Internacionais

🇺🇸 Estados Unidos (Futuros)

ÍndiceVariação
S&P 500-0,96%
Nasdaq-1,34%
Dow Jones-1,23%

🇪🇺 Europa

ÍndiceVariação
Euro Stoxx 50-2,01%
FTSE 100 (Londres)-1,42%
DAX (Frankfurt)-2,26%
CAC 40 (Paris)-2,21%

Ásia

ÍndiceVariação
CSI 300 (China)-0,77%
Hang Seng (Hong Kong)+2,99%
Nikkei (Japão)-2,11%

Commodities

AtivoCotação
Petróleo BrentUS$ 74,11 (+5,48%)
Minério de Ferro (Dalian)US$ 98,02 (-0,28%)

O que o mercado observa hoje

  • Escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.
  • Impactos sobre o preço internacional do petróleo.
  • Ata do FOMC e os próximos passos da política monetária americana.
  • Indicadores do varejo brasileiro.
  • Repercussão sobre inflação, juros e câmbio.

Esse cenário tende a manter a volatilidade elevada ao longo do dia, especialmente nos mercados de energia, moedas e renda variável.

Fonte: B3

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