Inflação dos EUA e tensão no Oriente Médio dominam as atenções dos investidores nesta segunda-feira

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Conflito no Oriente Médio e inflação nos EUA mantêm mercados globais em alerta

Mercados iniciam a semana divididos enquanto investidores aguardam o índice de inflação americano e monitoram os impactos do conflito no Oriente Médio sobre petróleo, juros e crescimento global.

A semana começa com os investidores concentrando suas atenções em dois fatores que podem determinar o rumo dos mercados nos próximos dias. Primneiro a divulgação do índice de inflação ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, prevista para terça-feira (14), e a continuidade das tensões no Oriente Médio, especialmente após a retomada do conflito envolvendo o Irã, que mantém elevada a preocupação com o abastecimento global de petróleo.

Os contratos futuros das bolsas americanas operam sem direção definida na abertura desta segunda-feira (13). Enquanto parte do mercado demonstra cautela diante da perspectiva de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos, outro grupo acompanha o início da temporada de balanços dos grandes bancos americanos, que poderá oferecer novos sinais sobre a saúde da economia.

O principal fator de preocupação permanece sendo o comportamento da inflação americana. Mesmo após alguns meses de desaceleração, o índice permanece acima da meta de 2% ao ano perseguida pelo Federal Reserve. Caso os números de junho surpreendam para cima, cresce a possibilidade de manutenção de uma política monetária mais restritiva por um período mais longo.

Outro elemento relevante continua sendo o conflito no Oriente Médio. A possibilidade de interrupções na navegação pelo Estreito de Ormuz, que é responsável pelo transporte de aproximadamente um quinto do petróleo comercializado no mundo, mantém os preços da energia pressionados. O avanço do Brent nesta manhã reforça o receio de novas pressões inflacionárias globais.

No Brasil, os investidores repercutem a divulgação do último Relatório Focus, além da surpresa positiva apresentada pela inflação doméstica na semana passada. Apesar do cenário interno relativamente mais favorável, o desempenho do EWZ, principal fundo que representa ações brasileiras negociadas em Nova York, indica cautela dos investidores estrangeiros.

O mercado também acompanha declarações de dirigentes do Federal Reserve e compromissos da equipe econômica brasileira, especialmente a reunião entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e integrantes do Ministério da Fazenda, com previsão para hoje, mas sem hora marcada.

O encontro faz parte da agenda oficial de articulação e alinhamento econômico desta semana, ocorrendo em paralelo às reuniões com investidores e à divulgação do Boletim Focus.A agenda deverá ser liberada no final do dia.

Agenda econômica

HorárioEvento
6h25Michelle Bowman (Fed) participa de evento sobre regulação bancária
8h25Banco Central divulga o Relatório Focus
10h00Presidente Lula visita o Instituto Mauá e o ITA em São Paulo
13h30Christopher Waller (Fed) participa de evento
17h30Gabriel Galípolo reúne-se com Dario Durigan e Rogério Ceron
Durante o diaOpep divulga relatório mensal do mercado de petróleo

Mercados internacionais

MercadoVariação
Futuros S&P 500-0,25%
Futuros Nasdaq-0,88%
Futuros Dow Jones+0,06%
EWZ-0,48%
Euro Stoxx 50+0,05%
Londres (FTSE 100)-0,05%
Frankfurt (DAX)+0,21%
Paris (CAC 40)+0,03%
CSI 300 (China)-1,79%
Hang Seng (Hong Kong)+0,16%
Nikkei (Japão)-1,92%

Commodities

AtivoCotação
Petróleo BrentUS$ 78,17 (+2,71%)
Minério de ferroUS$ 98,50 (-0,79%)

Fonte: B3/FOCUS/BC

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