Mercados iniciam o dia sob pressão com petróleo em alta e expectativa por inflação nos Estados Unidos

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Conflito no Oriente Médio, inflação americana e discurso do novo presidente do Federal Reserve movimentam investidores e elevam a cautela nos mercados globais.

Os mercados financeiros iniciam esta terça-feira (14) em um ambiente de elevada cautela. A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã voltou a pressionar o preço internacional do petróleo, reacendendo preocupações com a inflação global e alterando as expectativas sobre a política monetária americana.

O barril do petróleo Brent opera próximo de US$ 87, refletindo os riscos provocados pelo novo fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo. A elevação do preço da energia reforça o temor de uma inflação mais persistente, cenário que aumenta as apostas de que o Federal Reserve poderá antecipar um novo aumento da taxa de juros para setembro.

Além do conflito geopolítico, os investidores concentram as atenções na divulgação do Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos, conhecido pela sigla em inglês CPI (Consumer Price Index). O indicador mede a inflação enfrentada pelos consumidores americanos.referente ao mês de junho. O indicador poderá redefinir as expectativas para os próximos passos da política monetária americana e influenciar diretamente o comportamento das bolsas, do dólar e dos mercados emergentes.

Outro evento aguardado é a primeira participação pública de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve perante o Congresso americano. O mercado busca sinais sobre a condução da política monetária em um ambiente de inflação elevada e crescente pressão política sobre o banco central.

Também começa oficialmente a temporada de divulgação dos resultados dos grandes bancos americanos. Os balanços de JPMorgan, Bank of America, Goldman Sachs, Citigroup e Wells Fargo servirão como importante termômetro da economia dos Estados Unidos e da qualidade do crédito diante do atual cenário de juros elevados.

No Brasil, a agenda econômica é mais enxuta. O principal destaque é a divulgação do levantamento de safra pelo IBGE, importante para avaliar os impactos climáticos sobre a produção agrícola nacional e seus reflexos sobre alimentos e inflação.

Radar do Investidor

  • Petróleo sobe mais de 4% com agravamento do conflito no Oriente Médio.
  • Mercado passa a precificar alta de juros nos EUA já em setembro.
  • CPI americano poderá redefinir expectativas para a política monetária.
  • Kevin Warsh faz sua primeira apresentação ao Congresso como presidente do Fed.
  • Temporada de balanços dos grandes bancos americanos começa hoje.

Mercados Internacionais

IndicadorVariação
S&P 500 (Futuro)-0,04%
Nasdaq (Futuro)+0,47%
Dow Jones (Futuro)-0,18%
EWZ (Brasil em NY)+0,68%

Europa

BolsaVariação
Euro Stoxx 50-0,53%
Londres (FTSE 100)-0,40%
Frankfurt (DAX)-0,39%
Paris (CAC 40)-0,68%

Ásia

BolsaVariação
CSI 300 (China)+2,15%
Hang Seng (Hong Kong)+0,52%
Nikkei (Japão)+0,74%

Commodities

AtivoCotação
Petróleo BrentUS$ 86,97 (+4,41%)
Minério de FerroUS$ 100,20 (+1,76%)

Agenda Econômica

HorárioEvento
09h00Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (IBGE)
09h30CPI de junho dos Estados Unidos
14h00Reunião de Gabriel Galípolo com autoridades do DF e BRB
23h00PIB do 2º trimestre da China, produção industrial e vendas no varejo

O que observar hoje

  • Resultado do CPI americano.
  • Discurso de Kevin Warsh no Congresso.
  • Reação dos mercados ao petróleo.
  • Balanços dos grandes bancos dos EUA.
  • Dados da safra brasileira divulgados pelo IBGE.

Fonte: Banco Central/B3

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