Mercados iniciam o dia em alta com força dos bancos, inflação americana mais fraca e expectativa por novos indicadores

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Wall Street amplia o otimismo com resultados do setor financeiro, enquanto investidores acompanham inflação nos Estados Unidos, cenário geopolítico e agenda econômica brasileira.

Os mercados financeiros iniciam esta quarta-feira (15) em clima mais positivo. O principal impulso vem dos grandes bancos americanos, que começam a capturar parte dos ganhos proporcionados pelo forte ciclo de investimentos em inteligência artificial, deixando de ser apenas as gigantes de tecnologia as protagonistas desse movimento.

O bom humor também é sustentado pelos sinais de desaceleração da inflação ao consumidor nos Estados Unidos, fator que reforça as apostas de que o Federal Reserve poderá ganhar espaço para reduzir os juros nos próximos meses, caso a tendência inflacionária seja confirmada.

O setor financeiro ganha destaque após os resultados divulgados por instituições como JP Morgan, BlackRock e Morgan Stanley. O CEO do JP Morgan, Jamie Dimon, resumiu o momento vivido pelos mercados ao afirmar que o ambiente continua extremamente favorável para operações financeiras, embora exista cautela sobre quanto tempo esse ciclo poderá durar.

Apesar do ambiente mais otimista, os investidores permanecem atentos aos riscos geopolíticos. O conflito envolvendo Estados Unidos e Irã continua provocando tensão nos mercados internacionais. Ainda assim, o petróleo sobe de forma moderada após o presidente Donald Trump abandonar a proposta de impor tarifas sobre embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz, reduzindo momentaneamente o temor de uma interrupção mais severa na oferta mundial de petróleo.

No Brasil, o cenário continua exigindo cautela. O mercado acompanha o impacto fiscal da aprovação, pelo Senado, da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde, medida que poderá ampliar as despesas públicas. Também permanece no radar a possibilidade de novas tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros, aumentando as incertezas para exportadores.

O mercado vive um momento curioso. A inteligência artificial continua movimentando bilhões de dólares, mas agora começa a beneficiar também setores considerados mais tradicionais, especialmente os grandes bancos de investimento, responsáveis por financiar fusões, aquisições, ofertas públicas de ações e grandes operações corporativas.

Ao mesmo tempo, a inflação americana passa a ser o principal indicador do segundo semestre. Se os índices continuarem cedendo, aumenta a probabilidade de cortes de juros pelo Federal Reserve, cenário que costuma favorecer ativos de risco em todo o mundo.

Para o investidor brasileiro, entretanto, permanecem fatores domésticos importantes, como o avanço das despesas públicas, o comportamento do dólar e o ambiente político-fiscal.

Agenda Econômica

HorárioEvento
6h00Produção Industrial da Zona do Euro
7h00Pesquisa Genial/Quaest
9h00Pesquisa Mensal de Serviços (IBGE)
9h30PPI (Inflação ao Produtor) dos EUA
11h00Depoimento de Kevin Warsh no Senado americano
14h00Boletim Macrofiscal do Ministério da Fazenda
15h00Divulgação do Livro Bege do Federal Reserve

Mercados Internacionais

Estados Unidos

ÍndiceVariação
S&P 500 (Futuro)+0,19%
Nasdaq (Futuro)+0,51%
Dow Jones (Futuro)+0,18%
EWZ+0,51%

Europa

ÍndiceVariação
Euro Stoxx 50-0,02%
FTSE 100 (Londres)-0,15%
DAX (Frankfurt)-0,69%
CAC 40 (Paris)-0,13%

Ásia

ÍndiceVariação
CSI 300 (China)-0,20%
Hang Seng (Hong Kong)+1,40%
Nikkei (Japão)+1,49%

Commodities

AtivoCotação
Petróleo BrentUS$ 85,44 (+0,84%)
Minério de FerroUS$ 100,45 (+0,34%)

Fonte: B3/XP

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