Mercados tentam reagir enquanto petróleo pressiona inflação global

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Investidores acompanham encontro entre Trump e Xi Jinping, inflação ao produtor nos EUA e impacto da crise no Estreito de Ormuz sobre petróleo, consumo e bolsas globais.

Os mercados financeiros globais tentam recuperar parte das perdas nesta quarta-feira (13) em meio a um cenário ainda dominado por tensão geopolítica, inflação e incertezas sobre o crescimento global. Investidores acompanham com atenção o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, enquanto aguardam os dados da inflação ao produtor nos Estados Unidos, considerados fundamentais para medir os próximos passos da política monetária americana.

A divulgação do PPI (Producer Price Index) ocorre um dia após a surpresa negativa com o CPI americano de abril, que mostrou nova aceleração da inflação ao consumidor. O mercado agora tenta entender se o choque recente nos preços da energia começará a contaminar de forma mais ampla a cadeia produtiva e o consumo nos próximos meses.

O principal fator de pressão continua sendo o petróleo. O barril do Brent segue negociado acima de US$ 107, sustentado pela escalada do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia. Apesar de algum alívio pontual nas bolsas, investidores ainda operam sob receio de novas interrupções logísticas e impactos mais severos sobre inflação, transporte e atividade econômica.

O relatório mensal divulgado pela Agência Internacional de Energia reforçou esse temor ao apontar que os estoques globais de petróleo continuam caindo em ritmo historicamente acelerado. A alta da commodity só não é ainda mais agressiva devido à desaceleração parcial da demanda global, aumento pontual de produção em regiões estratégicas e redirecionamento de exportações.

Em Wall Street, os futuros operam sem direção única. O Nasdaq avança impulsionado pelo setor de tecnologia e pela continuidade do fluxo de capital para empresas ligadas à inteligência artificial, enquanto o Dow Jones recua pressionado por empresas mais sensíveis ao consumo doméstico e ao ambiente de juros elevados.

Na Europa, os mercados seguem mistos, refletindo preocupação com inflação energética e desaceleração industrial. Já na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta diante da expectativa em torno das conversas entre Washington e Pequim.

No Brasil, investidores acompanham os reflexos do anúncio do fim da chamada “taxa das blusinhas”, medida que pode alterar o ambiente competitivo do varejo nacional, especialmente no setor de moda e comércio eletrônico. O mercado também monitora os dados de vendas do varejo divulgados pelo IBGE, em um cenário marcado pelo avanço da inadimplência e perda de capacidade de consumo das famílias.

Outro foco relevante do dia será a divulgação dos resultados do Banco do Brasil após o fechamento do mercado, além de balanços importantes de empresas como Braskem, CSN, Casas Bahia, CVC, Americanas, Rede D’Or e SLC Agrícola.

Mais do que uma simples abertura positiva ou negativa das bolsas, o mercado começa a operar sob uma percepção mais ampla: o choque do petróleo já deixou de ser apenas um evento geopolítico e começa a se transformar em variável central para inflação, juros e crescimento global nos próximos meses.

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