Faria Lima mantém cautela com inflação enquanto Wall Street acelera aposta em IA
O mercado financeiro brasileiro começa esta quarta-feira dividido entre a expectativa pela inflação e o receio de novos impactos geopolíticos sobre commodities e energia. O foco local está no IPCA-15 de maio, divulgado pelo IBGE logo mais às 9h, indicador considerado uma prévia importante da inflação oficial do país.
A expectativa do mercado aponta para desaceleração mensal dos preços, mas ainda com inflação acumulada acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central. O dado reforça o ambiente de cautela na Faria Lima, especialmente diante da pressão sobre alimentos, combustíveis, fertilizantes e logística internacional provocada pelas tensões no Oriente Médio.
Enquanto isso, em Wall Street, o cenário segue completamente diferente. As bolsas americanas continuam sustentadas pelo otimismo com inteligência artificial, impulsionando uma sequência de máximas históricas no S&P 500 e Nasdaq, mesmo diante de sinais de desaceleração econômica e inflação ainda elevada nos Estados Unidos.
O descolamento entre a economia real e o comportamento das bolsas volta ao centro das discussões entre analistas. Parte do mercado avalia que investidores americanos já precificam um cenário de redução gradual das tensões no Oriente Médio, apesar de ainda não haver normalização consistente no fluxo comercial da região.
O Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de atenção do mercado global. Mesmo com relatos de passagem segura de alguns navios-tanque nos últimos dias, o volume transportado ainda é insuficiente diante da demanda mundial por petróleo e derivados. A preocupação também se estende ao mercado de fertilizantes, diretamente impactado pela logística da região.
O petróleo recua nesta manhã pelo terceiro pregão consecutivo, voltando a operar abaixo dos US$ 100 o barril, em meio à combinação de volatilidade geopolítica e sinalizações de possíveis avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã.
No Brasil, além da inflação, investidores acompanham o andamento da PEC do fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados, a divulgação do fluxo cambial pelo Banco Central e o relatório mensal da dívida pública.
| Mercados — 7h34 | |
|---|---|
| Estados Unidos | |
| S&P 500 Futuro | +0,33% |
| Nasdaq Futuro | +0,52% |
| Dow Jones Futuro | +0,46% |
| Europa | |
| Euro Stoxx 50 | +0,89% |
| Londres (FTSE 100) | +0,26% |
| Frankfurt (DAX) | +0,73% |
| Paris (CAC 40) | +0,89% |
| Ásia | |
| CSI 300 (China) | -0,80% |
| Hang Seng (Hong Kong) | -1,06% |
| Nikkei (Japão) | +0,01% |
| Commodities | |
| Brent | -3,32%, a US$ 96,27 |
| Minério de ferro | +0,22%, a US$ 105,25 |
| Agenda do dia | |
| 9h — IBGE divulga IPCA-15 de maio | |
| 10h — Pesquisa eleitoral Indexa | |
| 10h — Comissão da Câmara vota PEC do fim da escala 6×1 | |
| 14h30 — BC divulga fluxo cambial semanal | |
| 14h30 — Tesouro divulga Relatório Mensal da Dívida Pública | |
| Lula participa de anúncio de investimentos da Petrobras e Transpetro no Amazonas | |
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