Produtores acompanham impactos da guerra no Oriente Médio sobre fertilizantes e fretes, enquanto o mercado aguarda definições do Plano Safra 2026/2027.
O agronegócio brasileiro inicia a última semana de junho monitorando uma combinação de fatores que poderá influenciar os custos de produção e as decisões de comercialização nos próximos dias. Além da expectativa em torno do anúncio do Plano Safra 2026/2027, o mercado acompanha a valorização do petróleo provocada pelos novos ataques entre Estados Unidos e Irã, situação que aumenta a atenção sobre o custo dos fertilizantes, combustíveis e fretes internacionais.
Grande parte dos fertilizantes utilizados pela agricultura brasileira depende de matérias-primas importadas. Embora o abastecimento continue normal, qualquer prolongamento das tensões no Oriente Médio pode pressionar os custos logísticos e a formação de preços ao produtor.
No mercado internacional, a soja segue acompanhando o ritmo das exportações da América do Sul e o desenvolvimento da nova safra norte-americana. O milho permanece sob influência da comercialização da segunda safra brasileira, enquanto compradores acompanham a demanda internacional e o comportamento do dólar.
Outro tema que concentra as atenções é a definição do Plano Safra 2026/2027. O setor produtivo aguarda o anúncio das condições de financiamento, taxas de juros e volume de recursos que estarão disponíveis para custeio, investimento e comercialização da próxima temporada.
Também permanecem no radar as condições climáticas nas principais regiões produtoras de café, milho e soja, já que o período de inverno costuma influenciar o desenvolvimento das lavouras e o ritmo das colheitas em diversas regiões do país.
Entenda o cenário
Apesar da valorização do petróleo, o mercado agrícola ainda trabalha com relativa tranquilidade. Os estoques globais seguem abastecidos e não há, neste momento, interrupções significativas no comércio internacional. Entretanto, uma escalada prolongada do conflito no Oriente Médio pode elevar custos logísticos e pressionar insumos agrícolas, especialmente fertilizantes nitrogenados, cuja produção depende fortemente do gás natural.
Ao mesmo tempo, o anúncio do Plano Safra deverá definir boa parte das estratégias de investimento dos produtores brasileiros para o ciclo 2026/2027, tornando esta, uma das semanas mais importantes do calendário do agronegócio nacional.
Termômetro do Campo
| Indicador | Situação |
|---|---|
| Soja (B3) | Mercado sem referência de preço no contrato de agosto; atenção ao clima nos EUA e à demanda chinesa. |
| Milho (B3) | R$ 64,33/sc ⬆️ +0,06% |
| Café Arábica (B3) | 325,05 ⬆️ +0,32% |
| Boi Gordo (B3) | R$ 338,40/@ ⬇️ -0,27% |
| Dólar | No radar do produtor; segue influenciando exportações, fertilizantes e custos de produção. |
Leitura rápida: Petróleo em alta, dólar no radar e mercado acompanhando o Plano Safra e o clima internacional.

Fonte: Ministério da Agricultura, Banco Central, FGV, CME Group e bolsas internacionais.
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